26 de novembro de 2011
Minhas Músicas III
Minhas Músicas I
23 de novembro de 2011
CAPÍTULO I – SEGREDOS DO PASSADO: AS RELÍQUIAS E A SARCEDOTISA
-Quem é você?! – perguntou um homem que estava sendo procurado por traição.
-Sou eu quem vai acabar com a sua vida miserável. – disse o samurai que estava usando um capuz.
-Até parece que um simples samurai vai me derrotar! – disse o cara se gabando, puxando sua espada.
-Mas eu não sou um simples samurai. – disse o encapuzado puxando sua katana.
-Ora essa! Essa sua katana é uma raridade hoje em dia. – disse o homem, com os olhos brilhando. – Eu acho que vou ficar com ela depois que te matar! – quando terminou de falar desferiu um golpe no samurai. O golpe atingiu em cheio, mas quando o homem percebeu era apenas a capa que o samurai usava.
-Mais que droga agora eu vou ter que comprar uma nova! – disse uma voz num tom feminino atrás dele.
-Você...! – disse o homem com os olhos arregalados e em pânico. – É a quem chamam de Tigresa, Yagyuu Taira.
Yagyuu Taira é uma jovem de 18 anos muito bonita, tem longos cabelos castanho-escuros, sempre presos. Seus olhos são verde-escuros, quando está em uma luta sua pupila fica como a de um felino. Existem muitos homens que querem se casar com ela, contudo eles tem que ganhar um desafio.
-Ora essa minha fama está além do que eu pensava. – disse ela em tom surpreso. – Bem já que você sabe quem eu sou vamos acabar logo com isso. – disse ela olhando diretamente para o homem, a pupila da jovem ficou como a de um felino e uma energia muito forte emanou dela. Sua katana brilhou e se transformou em duas e com apenas um golpe, o homem caiu sobre uma poça de sangue no chão. – Bem acho que é isso, está na hora de ir pegar a minha recompensa.
Um tempo depois, Taira foi até o posto da guarda falar com um velho amigo e pegar seu dinheiro.
-Olá tem alguém aí?! – disse a jovem.
-Se não é a pequena tigresa.
-Não enche. Aqui, o corpo está lá atrás, agora, quero a minha recompensa.
-Ok, não seja tão apressada não é a toa que o melhor partido do clã Yagyuu ainda não tenha um noivo.
-Não estou nem aí pra isso, Shion. Se quiser se candidatar podemos resolver em uma luta o que me diz?... – disse ela com um sorriso assustador nos lábios.
-O quê lutar contra você? Nem pensar! – disse Shion assustado.
Shion é um grande amigo de infância de Taira, ele se tornou um oficial do império e trabalha em um posto da cidade. As moças da cidade são apaixonadas por ele, com exceção de uma
-Aqui está! – disse ele entregando a recompensa a Taira.
-Obrigada, a gente se vê. – disse Taira saindo. -Rajar o que faz aqui?... – disse ela acariciando seu amigo tigre que estava sentado perto de uma árvore.
-Por onde andou? – surgiu uma voz um pouco mais pra cima.
-Onii-sama! O que faz fora do dojô?
-Vim saber como está se saindo
-Pensei que você iria descansar.
-Você sabe que eu não consigo. Mas você não tinha que estar escolhendo uma esposa...
-Eu posso fazer isso outra ora... – disse ele olhando pro céu.
-Você está se escondendo do Raru, não é mesmo...?
-É, e por favor, tire o Rajar daqui ou ele vai me encontrar mais...
Contudo antes que pudesse terminar de falar... – Kai-san!
-Depressa. – concluiu ele.
Kai, irmão mais velho de Taira e líder do clã Yagyuu. Tem o cabelo branco, nos ombros, com uma franja lateral é um excelente líder e também é um bom partido apesar de ser do jeito que é. Raru é o filho mais novo de Garin, ele tem 15 anos e por ordem do pai tem que ficar de olho no chefe atrapalhado. Garin, era o melhor amigo dos pais de Kai e Taira antes de morrerem em um incêndio quando eles tinham 7 e 5 anos, respectivamente. Homem forte tanto exterior como interiormente, sua mulher morreu um ano após o nascimento de Raru devido a uma doença em estágio avançado.
-O senhor deveria estar no dojô repousando, sua ferida ainda não está boa.
-Que ferida? – perguntou Taira, mas não ouve resposta. – Que ferida Kai! – disse ela nervosa.
-Ta não precisa gritar. Eu lutei com um forasteiro e bem eu perdi, eles o intitulam Dragão da Noite. Bem ele faz juiz a fama que tem, ataques fortes e rápidos, a espada dele é indestrutível quando ele me atacou fiquei inconsciente e quando acordei fiquei surpreso...
-Por quê?... – perguntou ela.
-Ele é um velho amigo, eu o conheci quando fui até uma cidade ao sul ver o motivo das desavenças que prejudicavam as pessoas ele lutou ao meu lado, mas quando eu o conheci devia ter apenas uns quinze anos.
-Foi naquela missão que você foi com Garin, não é...? – disse Taira, ao se lembrar.
-Exatamente, esse menino ele não fazia parte de nenhum dos clãs que estavam arranjando problema eu queria saber de onde ele saiu. – disse Kai olhando para o céu.
-Ta, mas o que acontece comigo?! – disse Taira nervosa.
-O que quer dizer com isso?
-Se lembra do que você disse, quem derrotasse você teria o direito de lutar comigo e se vencesse...
-Ah, fala sobre você ter que se casar...? Bem acho que já arranjou um marido, não tem como você derrota-lo. – disse Kai descendo da árvore e em seguida sorrindo pra ela.
-Então eu acho que não vou ter escolha... – disse ela balançando a cabeça.
-É, conforme-se.
-Não foi isso que eu quis dizer...
-Hum...?!
-Eu vou ter que matar você e virar líder do clã pra que essa luta não valha nada. – disse Taira, em seguida olhando pra ele.
-Espera aí Taira, como ele não falou nada sobre o casamento então isso! – disse Kai saindo correndo.
-HEI VOCÊ BAIXINHO! - disse um cara enorme saindo de um bar, fazendo com que a perseguição dos irmãos parasse. – EU ESTOU FALANDO COM VOCÊ! – disse o homem puxando o jovem pelo ombro.
-E você ainda não percebeu que eu não quero falar com você. – disse o jovem apenas olhando de lado pra ele com os olhos de um assassino.
-COMO OUSA MOLEQUE!! – disse o cara desferindo um soco na direção do jovem, que parou apenas com o uso de uma das mãos.
-Você não deveria me subestimar só porque sou pequeno. – disse ele sem nenhum tipo de expressão facial.
-EU VOU ACABAR COM VOCÊ! – gritou o cara desferindo um golpe com a outra mão.
-É o que veremos. – disse o jovem sorrindo e então um jato de sangue... O homem havia levado um golpe de espada que cruzava o seu peito e então ele caiu no chão.
-AAAAAAAAAAAAAA! – gritou uma mulher que assistia a briga.
-Esse garoto é assustador... – comentou alguém da multidão.
-O que está acontecendo aqui?! – perguntou Shion ao chegar, até que viu a cena. – Bem acho que terei que te levar comigo. – disse ele segurando o menino pelo ombro.
-Não vai ser necessário, além do que ele não está morto, mas se não cuidarem dele depressa vai estar logo, logo.
-Ora essa! Keiji-kun! – disse Kai, enquanto a multidão abria espaço.
Keiji é um jovem de 19 anos, tem o cabelo preto e comprido preso em um rabo de cavalo, seus olhos são de um tom mel, ao estar fora de uma luta é um jovem animado e muito atraente.
-É o Kai-sama. – sussurravam as pessoas da multidão. - Será que esse garoto é do clã? - Eu não o conheço...
-Kai, o que faz aqui?
-Bem essa aqui é a cidade onde eu moro, faz um bom tempo desde a nossa última luta.
-É... – disse ele sem expressão novamente.
-Estou ansioso pela minha revanche, mas os meus machucados ainda não estão bons e você como está?
-Só mais um corte, nada demais. – falou como se a luta tivesse sido muito fácil.
-Entendo, então porque não vem até a minha casa. Vamos conversar um pouco, creio que apesar de querer te enfrentar de novo somos amigos, não é...?
-Acho que sim.
Então Keiji seguiu Kai até onde morava. Era uma casa grande onde alguns de seus guerreiros moravam e ele também, Taira só ficava por lá enquanto não viajava.
-Hum... – resmungou Kai.
-O que foi Kai-san? – perguntou Raru.
-Onde está a Taira?
-O Shion veio falar com ela, parece que tem um outro cara na cidade que vale a pena.
-Entendo, ela deve estar feliz.
-É faz tempo que não a vejo tão alegre.
-Deve ser a época, quando ela se lembra daquela noite o sangue dela ferve...
-Desculpe, mas quem é Taira?
-Ela é minha irmã mais nova, mas sabe como é, ela é impossível... Teimosa também.
-Então acho que isso é de família. – comentou Keiji.
TOC! TOC! – um barulho na porta interrompeu os risos.
-Onii-sama. – disse Taira.
-Pode entrar. – respondeu Kai. – Por onde andou?
-Hum, fui fazer um trabalho.
-E como foi dessa vez Taira-san? – perguntou Raru, empolgado.
-Nada demais, ultimamente esses bandidos têm ficado mais moles nem dá pra se divertir. – disse Taira em tom desanimado.
-Taira-san você é incrível! – disse Raru com os olhos brilhando. – Eu quero ser um grande espadachim como você!
-Se continuar treinando creio que um dia poderá ser até melhor. – disse ela sorrindo.
-Você também podia ser gentil e calma assim com todo mundo.
-Eu sou, menos com você.
-Isso foi cruel Taira... – disse Kai chorando.
-Mas, Kai você não disse ainda porque me trouxe até aqui. – disse Keiji.
-Foi apenas pra conversarmos, tem algo que eu quero muito te perguntar. Mas antes, eu creio que não o apresentei devidamente a minha irmã.
-Yagyuu Taira, muito prazer. – disse ela se curvando.
-Fujisaka Keiji, e o prazer é meu. – disse ele também se curvando.
-Taira será que você pode levar o Raru com você, eu tenho assuntos a tratar com o Keiji.
-Ta. Raru.
-HI! – disse o jovem sorridente e seguindo a jovem.
Durante a noite naquele mesmo dia, Taira escutou um barulho muito estranho e foi ver o que era. O Dojô estava em chamas, como daquela vez anos atrás. Quando ela tentou procurar por alguém ela foi até os quartos, mas estavam todos mortos, quando por fim ela encontrou Raru sentado em cima do muro olhando para as chamas.
-Ora essa você acordou? – disse ele.
-Raru! – disse ela assustada. – O que aconteceu com todos, cadê o meu irmão? – foi quando ela sentiu uma pontada na barriga e colocou sua mão sobre. Foi nessa hora
-Ele ainda estava respirando da última vez que o vi, mas creio que não deva estar mais...
-O QUÊ?! Onii-sama! – gritou ela saindo correndo para o quarto do irmão. Quando chegou, ele estava caído com a barriga para baixo no chão com sua katana na mão. - Onii-sama! – disse ela o pegando nos braços.
-Taira... – disse ele com a voz rouca. – Desculpe, eu não consegui vencê-los...
-Não fale, por favor, onii-sama... – dizia ela com lágrimas nos olhos.
-Faz tempo que não te vejo chorar... – disse ele acariciando a face da jovem. – Saia daqui antes que façam algo com você.
-Eu não vou sair sem você, vamos dar um jeito nesse ferimento.
-Não Taira é muito perigoso eles não me querem vivo.
-Não importa eu não saio daqui sem você.
-Kai eles fugiram! – disse Keiji ao retornar.
-Agora eles não importam mais, apenas me faça um favor, tire a Taira daqui.
-HI.
-Não ouse tocar em mim! – disse ela pegando a espada de Kai. – Eu só saio daqui se for com o meu irmão! Você mesmo disse que eles fugiram, eu não vou sair daqui sem ele! – disse ela com os olhos cheios de lágrimas.
Keiji arregalou os olhos ao ver a determinação da jovem. –Que coisa..,! – reclamou, mas cedeu. -Vá buscar as suas coisas eu vou tirar o seu irmão daqui. – disse ele pegando Kai.
-Como é?!
-Vamos precisar da sua espada, você não é muito sem ela.
Taira saiu correndo e foi buscar sua katana no quarto e depois foi a procura de Keiji e de Kai. Quando saiu todos estavam na rua olhando o fogo.
-Kai-sama! – disse uma senhora ao vê-lo sendo carregado por Keiji.
-Um médico, por favor! – disse Keiji.
-Por aqui, venham comigo! – disse o senhor Matsuyama, o médico da cidade. Eles levaram Kai até sua casa, onde, assim que chegou entrou em uma cirurgia.
-Keiji, por favor, faça o que eu te pedi.
-Ta. Eu vou tomar conta dela.
-Obrigada.
Enquanto isso Taira ia correndo para a casa do médico, junto da esposa dele que tinha dito o que aconteceu.
-Kai, por favor, esteja bem... – pensava ela no caminho até a casa do senhor Matsuyama. Quando chegou a casa, Keiji a esperava do lado de fora.
-Nós temos que ir. – disse ele.
-Como é? Mas e o meu irmão?
-Ainda está sendo operado. Anda, temos que ir depressa, tem gente atrás de você.
-Quê?!
-Os caras que fizeram isso... Eles fizeram o mesmo com o clã Fujisaka e agora depois de anos fizeram o mesmo com o clã Yagyuu. O homem que está ali dentro não é mais o líder do clã, mas se você quer que ele continue vivo é melhor vir comigo sem mais queixas. Eles não te mataram porque precisam de você e o seu irmão ainda está vivo, por sorte.
-Você tem certeza de que ele vai ficar bem...? – disse ela olhando para o chão, deixando cair algumas lágrimas.
-Tenho. Agora vamos.
-Keiji, porque nos ajuda assim?
-Por que o seu irmão fez isso por mim uma vez, estou retribuindo o favor. - disse ele olhando pra casa onde Kai estava sendo operado, contudo quando voltou-se para Taira ela estava caindo em sua direção. -Taira você... Como conseguiu esse ferimento?... Ela queria lutar contra mim com um corte desses! - pensou ele.
-Não se preocupe, não é nada demais. Vamos, se eu ficar aqui eles podem encontrar o Kai.
-Com licença... - disse a esposa do médico.
-Hum...
-Você vai sair daqui com a Taira não é? Por favor, leve isso com você. É um kit de primeiros socorros e tem um quimono limpo e um pouco de comida, acho que vão precisar, nós iremos cuidar do Kai-san.
-Obrigado. – disse Keiji colocando-a em um cavalo e indo pra floresta.
Durante o caminho da fuga, Taira acabou por adormecer e Keiji encontrou uma caverna próxima a um pequeno córrego, mas era útil já que teria que fazer um curativo no corte que ela havia levado. Ela só acordou na manhã seguinte.
-Hum... Que lugar é esse?... – resmungou ela ao acordar. –É mesmo... – disse ela baixinho dando um sorriso triste deixando uma lágrima escorrer pelo rosto, ao se lembrar da noite passada.
-Então acordou, como se sente? – perguntou Keiji.
-Estou bem, eu acho...
-Está com fome?... -Hum...? – ela fez cara de desentendida.
-Aqui, a esposa do médico me deu antes de sairmos da cidade.
-O que aconteceu comigo?...
-Você foi golpeada, não se lembra quem fez isso?
-Não, eu me encontrei com o Raru, mas ele não fez nada. Apesar de que eu senti uma dor estranha, mas quando ele disse que o Kai podia estar morto, eu apenas saí correndo pro quarto dele. Você sabe o que poderia ter sido?
-Eles espalharam uma armadilha com linhas de aço por todo o dojô, você deve ter se cortado em uma delas, foi assim que a maioria do pessoal morreu.
-Keiji, de onde você os conhece?
-Acho melhor falarmos disso quando chegarmos ao vilarejo mais a frente. Agora você precisa descansar e trocar essas roupas.
-OK...
Um tempo depois que Taira foi se trocar, um susto!
-AAAAAAAAAAAAAAAAAA! – gritou Taira ao olhar o seu reflexo na água.
-O que foi?! – disse Keiiji correndo com a sua espada na mão.
-Por que um kimono? Qualquer coisa menos isso! Eu detesto vestir kimono!
Keiji olhou pra ela e começou a rir descontroladamente. – Então é só por isso que está desse jeito? – disse ele enxugando as lágrimas após rir tanto.
-Você acha isso engraçado?!
-Bom vai ser um bom disfarce até você melhorar.
-Se bem que eu acho que você fica ótima vestida desse jeito. – disse Shion saindo do meio das árvores.
-Pensei que fosse ficar só espiando. – disse Keiji.
-O que faz aqui Shion? – perguntou Taira.
-Eu fui ver como você estava, mas você não estava na casa do médico então a esposa dele me disse que o pequenino aí tinha ido embora com você ontem à noite.
-Espera você viu o meu irmão? Ele está bem?...
-Eu não vi, mas o médico disse que correu tudo bem e que agora é com ele. – dizia ele se aproximando de Taira, então lhe deu um forte abraço.
-Shion?! – disse ela surpresa com a atitude dele.
- Taira... Eu te amo. – disse ele sussurrando no ouvido da jovem, então ele a golpeou na barriga em cima do machucado.
-Shion, você...
-Quer dizer que você é o informante deles...
-É, fazer o que né...? Agora é só eu acabar com você que posso levá-la comigo pra junto dos outros.
-Você nem chegou a ver o Kai, não é?
-Como posso dizer, é... Infelizmente, senão já teria dado cabo dele.
-Você estava pretendendo levá-la ontem, mas não conseguiu não foi?
-Você é bem espertinho, eu queria evitar que ela fosse com você, mas infelizmente não consegui chegar a tempo. Bom agora é só levá-la e o meu trabalho termina.
-Vai sonhando... – disse Keiji empunhando sua espada.
-Você pode ter vencido o Kai, mas não vai me vencer.
-Você não chega nem aos pés dele. – disse Keiji dando o primeiro ataque.
Os dois eram muito rápidos, em uma troca de golpes, Shion cortou a manga da roupa de Keiji, contudo ele foi atingido na perna e sabendo que não podia mais lutar fugiu. Como estava preocupado com Taira, Keiji apenas deixou.
-Taira, acorde! Taira!
-Nii-san... – disse ela com a voz rouca e meio sonolenta.
-Droga, eu vou ter que trocar os curativos... – disse ele a tomando em seus braços e levando-a de volta pra caverna.
Quando Taira acordou, Keiji estava preparando o almoço.
-Bom aqui está. – disse ele entregando a ele um peixe em um graveto.
-Keiji... Desculpe.
-Não precisa se desculpar, apenas coma.
-HI...
Depois de comerem eles seguiram para a cidade vizinha onde ficaram em uma estalagem e onde puderam finalmente conversar.
-Você vai me explicar o que está acontecendo?
-Acho melhor apenas responder as suas perguntas.
-Ok, o que aconteceu com o meu irmão? Ele está bem? E porque o Raru e o Shion fizeram o que fizeram? E por que esses caras destruíram o clã Yagyuu?
-Bem eu não sei como o seu irmão está e nem onde está. O Raru e o Shion pertencem a um outro clã que quer dominar todo o país e sabe-se lá o que depois. Mas ao que parece eles estão procurando alguma coisa, que eu não sei o que é.
-Mas porque o clã Yagyuu?
-O seu irmão vinha fazendo coisas que eles não estavam gostando. Eles já haviam convidado o seu irmão pra entrar, mas ele não quis.
-E o pai do Raru, Garin ele também está envolvido nisso?
-Não, pro Raru mostrar total lealdade a eles na última viagem que ele fez com o pai dele ele o matou.
-Eu não acredito que aquela criança pode ter feito algo assim... O Raru era tão, amável e alegre...
-Esse Raru que você conheceu era quem ele queria que você pensasse que ele era.
-E eu caí direitinho.
-Seu irmão não quis te dizer nada pra você não ficar desconfiada, ele precisava que você agisse normal e se algum deles tentasse fazer contato com você como Shion tentou você não iria entender e isso apenas seria esquecido.
-Então ele realmente não confia em mim, será que sou tão fraca assim...? – pensava ela em voz alta.
-Ele fez isso porque você é a única família que ele tem, jamais arriscaria a sua segurança.
-Eu não sei mais em que acreditar...
-Eu sei pelo que está passando, eu passei pela mesma coisa, só que no seu caso você ainda tem o seu irmão vocês não estão juntos, mas ele está por aí e vocês irão se encontrar.
-O que quer dizer com você passou pela mesma coisa?...
-Quando eu tinha sete anos esses caras fizeram a mesma coisa com a minha família, perdi meus pais, meus irmãos e o pessoal do clã. Eu fui salvo por um samurai chamado Takeda, Jiro Takeda, ele me tirou do fogo e cuidou de mim e me treinou até que um dia ele me deu essa espada disse que era especial e que só eu poderia empunhá-la. Depois disso ele partiu e disse que teria de me virar a partir dali e que quando fosse a hora nos encontraríamos de novo. Foi quando o seu irmão foi até a minha cidade, eu havia voltado a pouco tempo, ele foi lá por causa da briga de dois clãs que estava prejudicando os moradores ele estava lutando sozinho com vários caras eu assisti a luta até que um deles de longe lançou uma flecha contra ele que estava de costas, eu cortei a flecha antes que se aproximasse dele e “dei um jeito” no dono dela. Depois mais e mais foram aparecendo e lutamos juntos até que ele tomou posse da cidade e fez com que o posto do império fosse o responsável pela cidade.
-E como vocês dois acabaram se enfrentando...?
-Bom isso foi há alguns meses... Eu ganhei a fama de Dragão da Noite e muitos espadachins queriam me enfrentar um dia descobrimos que estávamos na mesma cidade e um cara que perdeu pra mim ofereceu um prêmio a quem me derrotasse então eu encontrei o seu irmão quando estava saindo de lá, sinceramente eu não queria lutar contra ele, mas ele foi insistente e deu o primeiro golpe e a luta começou... No final eu o atingi em cheio, mas não foi nada fatal foi algo pra deixá-lo fora de área e bem deu certo depois eu acabei cuidando dele e quando ele acordou e percebeu que era eu ele ficou surpreso.
-E o que você foi fazer em nossa cidade?...
-Bem foi por acaso... Eu não sabia que vocês eram de lá, eu só estava de passagem. – disse Keiji sorrindo, meio encabulado. - Ah, antes que me esqueça! – disse ele pegando algo.
-O que foi?...
-Eu comprei isso pra você. Bom o seu kimono sujou de sangue. Eu sei que você não gosta muito, mas por hora é melhor ficarmos disfarçados.
-Com duas katanas penduradas na cintura?
-Até o seu ferimento melhorar não sairemos com elas. Você não pode ir de cavalo e ficar andando por aí com um ferimento desses não é bom, principalmente com gente atrás de nós.
-E por quanto tempo a gente vai ficar aqui?...
-Bem como não é um corte muito profundo creio que daqui a umas duas semanas.
-Duas semanas?! Mas assim...
-O que, você já sabe pra onde vamos? – disse Keiji interrompendo-a. – Nós não vamos atrás daqueles caras é muito perigoso, o seu irmão não quase morreu por sua causa pra você se matar em menos de um mês. Ele me pediu pra não te deixar cometer nenhuma besteira e é isso que eu vou fazer.
-ARG! – reclamou ela.
-Não reclame, você tem sorte de estar aqui. – disse Keiji.
-Sorte seria se nada disso tivesse acontecido. – disse Taira se levantando.
-Aonde você vai...?
-Vou me trocar, não posso ficar com a sua roupa ela é enorme. – disse ela nervosa.
-Ela realmente é muito temperamental... – resmungou Keiji, encostando sua cabeça na janela e olhando para o lado de fora.
Ao voltar, Taira estava um tanto envergonhada.
-Ficou muito bom em você. – disse Keiji sorrindo. –Mas não acha que deveria soltar o cabelo?
-HI...? – foi quando ele foi para trás dela e retirou a faixa que prendia o seu cabelo.
-Você ficou até mais bonita!
-Vai ser só por um tempo... – disse ela virando o rosto pro outro lado, pois não queria que ele percebesse que ela estava com vergonha. – Eu vou dar uma volta... Você vem?...
-Claro, não posso te deixar arrumar confusão por aí. – disse Keiji sorrindo.
Então eles seguiram andando pela vila onde estavam.
-Ele está aqui! – disse uma menina.
-Sério, onde?! – disse outra.
-Parece que está passeando por aí. – disse a 1ª menina.
-AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! – um grupo de garotas gritava ao longe.
-Elas o acharam! – disseram as duas meninas que conversavam.
-Keiji-sama!
-E você não queria chamar atenção não é. – disse Taira irritada.
-Não é o que você está pensando.
-Então ela tirou uma fita da manga e prendeu o cabelo novamente.
-Ei o que aconteceu.
-Eu vou voltar, vou atrás do meu irmão eu não tenho e não vou ficar aqui e fazer parte disso. – disse ela batendo sua tigela de ramén na mesa, em seguida se levantando e indo embora.
Keiji tentou ir atrás dela, mas as meninas o impediram.
-Aquele... ARG! Eu não acredito que quase caí naquela conversa de bom moço dele, garoto solitário eu estou vendo!
-Ora essa o que uma jovenzinha faz andando sozinha? – disse um cara saindo de um beco na frente de Taira.
-Nada que interesse. – respondeu ela.
-Que isso não precisa ser grossa, porque se você for grossa comigo eu terei que ser grosso com você. – disse o homem tentando passar a mão no rosto dela.
-Vai ter que muito mais força se quiser encostar em mim. – disse a jovem torcendo o pulso do homem até fazê-lo ficar de joelhos. – E se você tem amor a vida vai sumir da minha frente assim que eu soltar essa sua mão frouxa.
-HI. – disse ele, contudo quando Taira se virou ele tentou agarrá-la, mas foi
-Acho que ela já passou por aqui... – pensou ele, meio assustado. Ele continuou a procurar até que a encontrou sentada em cima de uma árvore.
-Em dias assim era normal eu encontrar ele do jeito que estou, era bom... Fazia tanto tempo que eu não ficava sem fazer nada... Pessoal... - pensava a jovem olhando para o céu por entre as folhas e tomando alguns raios de sol no rosto.
-Você quer conversar? – disse Keiji sentado nas raízes da árvore.
-Eu já não disse pra você sumir?!
-Já, mas eu simplesmente fingi que não ouvi como estou fazendo agora.
-Suas fãns estão atrás de você.
-Então é por isso que está tão brava? – disse ele e em seguida rindo.
-Eu não estou brava! – disse ela, brava. (Irônico, não?... -. -).
-CRECK! – fez o galho. –BOOM! – fez quando ela caiu em cima de Keiji.
-TTTTTTT... – reclamava ele de dor.
-Desculpe, é por isso que eu detesto vestir isso. – reclamava Taira.
-Mas ainda sim fica bem em você. – disse ele se levantando e dando a mão pra ela se levantar, mas a jovem se recusou. – Já que não vai segurar a minha mão. – disse ele com um sorriso suspeito, em seguida a tomou em seus braços.
-Quer fazer o favor de me colocar no chão!
-Não até admitir que está zangada.
-Então eu vou esperar você se cansar.
-Até lá vou te levar assim pra estalagem.
-OK! Eu fiquei irritada. – disse ela.
-Por quê?...
-O acordo foi que você iria me soltar se eu dissesse que fiquei brava, então...
-Foi mal não me lembro disso.
-Então é melhor me levar pra esta... – só que Taira parou de falar ao perceber que alguém os espionava. – Quem está aí? Apareça! – foi quando Keiji a soltou e eles ficaram em posição de batalha.
-Você é boa. – disse um homem saindo de trás da árvore.
-Takeda-san! – disse Keiji assustado.
-Há quanto tempo, como você está?
-Estou bem, mas o que faz aqui?
-Eu fui ver como estava o clã Yagyuu, e não gostei do que eu vi.
-Você se encontrou com o meu irmão?
-Não, ele é muito bom em se esconder ao contrário de você. Não deveria sair por aí prendendo as pessoas em paredes daquele jeito.
-Ok... Agora se me permitem eu já vou indo.
-Taira! – disse Keiji a segurando.
-Temos que sair daqui em breve, você toma o seu caminho e eu tomo o meu. – disse ela sem olhar para ele, em seguida puxou seu braço e se solto, depois foi embora.
-O que foi que você fez?
-EU NÃO FIZ NADA!... Dessa vez...
-Sei... Mas de qualquer forma, você não pode deixar ela partir sem você, logo entenderão o que está acontecendo.
-AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! – gritou de uma criança surgiu da direção a qual Taira havia tomado, Keiji saiu correndo para lá, enquanto isso seu mestre foi embora e disse que em breve os veria de novo.
-Taira! – gritou Keiji ao chegar no local.
-Papai acorde! Papai!
-Keiji, leve essa garota pra longe daqui. – disse Taira segurando o seu ferimento que estava doendo.
-O que você vai fazer? Sua espada não está aqui.
-Realmente acha que eu preciso dela pra cuidar deles?
-Eu só saio daqui com o meu pai! – disse a garotinha.
-Vá com ele depois eu levo o seu pai, tenho certeza de que ele não iria gostar se alguma coisa acontecesse a você. – foi quando Keiji pegou a garotinha e saiu de lá rapidamente.
enquanto isso Taira dava uma surra naqueles ladrões e um tempo depois também apareceu na cidade.
-Papai! – disse a meninha correndo para abraçar o pai que tinha sido levado por Taira.
-Muito obrigada minha jovem. – disse o homem.
-Não foi nada, agora tome mais cuidado. – disse Taira sorrindo. Foi na hora
-EI! – reclamou ela.
-Você poderia, por favor, parar de fazer coisas imprudentes?! O seu machucado não está bom pra você se esforçar tanto!
-E o que eu deveria fazer passar e fingir que eu não vi nada?
-Realmente você é muito teimosa, como o Kai disse.
-Não fui eu quem pediu por proteção!
-É mesmo, se não fosse por mim você já teria sido levada e sabe-se lá o que teria acontecido com você!
-E você realmente acha que eu me importo com o que acontece ou não comigo quando a minha única família morreu?! – ela chorou enquanto gritava com Keiji.
-Taira...
-Primeiro meus pais... Depois meus amigos e agora meu irmão está desaparecido, ainda descubro que Garin morreu... Você deve pensar que eu sou egoísta, mas pra mim eles sempre serão mais importantes e se não fosse por mim eles não teriam morrido, afinal aqueles caras estavam atrás de mim não é?!
-Desculpe. – disse Keiji.
-Quê?! – perguntou ela surpresa.
-Eu não fazia idéia de como você estava se sentindo. Por isso peço desculpas. – depois disso a discussão acabou e eles voltaram para a pensão.
-Taira, eu vou... MESTRE?! - disse Keiji após acender as luzes e ver que o seu mestre estava sentado no canto do quarto esperando eles voltarem.
-Bem agora que podemos conversar...
-O que você quer realmente?...
-Bem, como o Keiji deve ter te contado esse pessoal está querendo dominar todo o país e instalar o caos. E como pode perceber eles estão atrás de você, também. A nossa única providência agora é a de te manter segura.
-No mais você quer dizer pra ficarmos escondidos em algum lugar e esperar que eles me encontrem.
-Na verdade não, eu preciso que vocês encontrem as sete relíquias dos antigos samurais.
-Como é, mas pra quê?...
-Eles estão atrás dessas relíquias também. Elas são sete pedras que dão ao dono um poder inimaginável e só existe uma pessoa que pode controlar o poder delas e é disso que esses caras estão atrás. A aldeia acredita que a sacerdotisa das relíquias seja você, Taira.
-QUÊ?!
-Você não se lembra do que aconteceu na noite em que seus pais morreram não é?...
-Não, tudo o que eu tenho são flashes. Mas como sabe sobre isso?
-Porque eu estava lá naquela noite. E vi o que você fez... Eu seu pai éramos grandes amigos e bem ele havia me chamado pra ficar com ele por um tempo e ajudar no treino de seu irmão e seu. Contudo um dia depois que eu cheguei lá o dojô foi atacado, eu não pude fazer nada eu tinha saído naquela noite como sempre faço, antes não o tivesse feito... Quando cheguei lá estava tudo em chamas e eu escutei você chorando, os homens de seu pai estavam segurando o seu irmão do lado de fora e então eu entrei, você estava sentada ao lado dos corpos de seus pais, e um homem estendeu a mão pra te pegar, foi quando eu o cortei e ele gritou de dor e você ficou muito frustrada com tudo que tinha visto, foi quando sete feixes de luz saíram do chão e você começou a gritar desesperadamente, e os companheiros desse homem voarão pra longe do dojô. Quando olhei pra você novamente você estava caída, desmaiada e então a entreguei pro seu irmão além de mim ele era o único que sabia sobre o que tinha acontecido naquela noite, depois eu fui embora pra nunca mais voltar, até agora...
-E porque ninguém me contou sobre isso? Se tivessem me contado antes eu poderia ter encontrado a droga dessas relíquias e ninguém do meu clã teria morrido. Quer saber, danem-se vocês! Eu to fora disso tudo.
-Quer dizer que vai permitir que mais pessoas inocentes morram! – disse Takeda. – Sei que está com raiva por termos escondido tudo isso de você, de ter perdido tudo, mas agora nós precisamos de você sempre precisamos de você Taira. – então antes de sair do quarto, apertou os punhos e parou.
-Onde começamos a procurar...? – perguntou ela sem olhar para a cara de Takeda.
-Bem a primeira relíquia ficava guardada em no monastério próximo a cidade onde você nasceu Keiji. Você se lembra onde é?
-Me lembro sim, é depois da vila onde mora o Iron-san.
-Exatamente.
-Mas, enquanto aos outros samurais? – perguntou Keiji.
-Bem nós estamos tomando conta de tudo pra evitar que mais clãs sejam destruídos. E também ajudaremos nas pesquisas sobre as relíquias e se conseguirmos mais pistas avisaremos a vocês. Bom, agora está na hora de eu ir.
-Eu te acompanho até lá em baixo. – disse Keiji.
ao olhar pela janela viu que Takeda havia falado alguma coisa com Keiji, mas não entendeu o que era.
-Keiji, tome conta dela. Taira é muito poderosa assim como você é, mas ela não está bem. Quando ela tiver que lutar contra “eles” vai ser bem pior.
-Pode deixar. – depois Keiji se curvou e voltou para o quarto.
-O que você e ele estavam falando?...
-Me pediu pra tomar cuidado, nada demais. O mestre pode ser um tanto quanto esquisito, mas ele se preocupa e muito só não é de demonstrar.
-Entendo... – disse Taira se levantando e sentando perto da janela. – ER... Keiji, você sabia sobre essa história, de eu ser a guardiã das relíquias?
-Na verdade não, eu fiquei bem surpreso. Eu já tinha ouvido essa história antes, mas fiquei surpreso por saber que era você.
-Sério... Apesar de o Takeda ter me contado tudo o que aconteceu, ainda não me lembro de nada. Me lembro do fogo, dos meus pais, e de uma sombra tentando me pegar, depois, mais nada... Eu acordei apenas dois dias depois sem entender nada, ainda tenho pesadelos com aquela noite.
-Então é isso que está te perturbando?...
-Um pouco... Se bem que eu tenho me sentido estranha desde que toda essa loucura começou.
-Não se preocupe, vai dar tudo certo, agora que estamos juntos, certo? – ela sorriu pra ele, fazendo com que o coração do jovem disparasse.
Umas duas semanas depois eles seguiram viagem. No caminho encontraram alguns fugitivos e usavam o dinheiro das recompensas para as despesas. Sendo assim um mês e meio depois eles chegaram a vila, qual Takeda havia falado.
-Vem vamos passar em casa. – dizia Keiji que carregava Taira, pois estava com febre alta e não conseguia se manter em pé.
-Quê?...
-Iron-san, o senhor está aí?! Iron-san! – gritava Keiji do lado de fora da porta.
-Ora essa que surpresa! – disse o senhor ao ver Keiji. Iron era como o avô de Keiji graças a ele Keiji sobreviveu, depois ele se encontrou com Takeda e muito raramente aparecia em casa.
-Será que pode nos dar uma mãozinha?
-Keiji, nós não temos tempo pra isso... – dizia ela, aparentemente exausta.
-Nem pense nisso! – disse ele, interrompendo-a. – Você está doente, não vai fazer nada até melhorar.
-HEHE... Venham, entrem depressa.
disse Iron. -SU! – chamou ele.
-Sim Iron-senpai. – Su era uma linda jovem de compridos cabelos negros, ela adorava usar kimono uma típica dama.
-Eu vou precisar dos medicamentos.
-HI! – disse ela correndo pra buscar os medicamentos.
Um tempo depois Taira ainda estava em um quarto com Iron e enquanto isso Su conversava com Keiji.
-E então como estão as coisas por aqui? – perguntou Keiji.
-Está tudo bem, só que eu ainda sinto muito a sua falta. – disse Su com o rosto corado.
Keiji sorriu meio sem graça, foi quando Iron saiu do quarto.
-Ela já está bem, parece que ela se esforçou um pouco demais, mas eu dei um bom remédio pra ela, creio que daqui a uns dois dias ela já deva estar nova em folha.
-Muito obrigado.
-Mas como você a deixou viajar desse jeito?
-Eu não deixei! Quando estávamos andando ela simplesmente caiu no chão, e estávamos a alguns dias daqui e sem remédio nenhum eu tive que continuar. E mesmo que tivesse pior ela não iria parar, o senhor não tem idéia do que ela é capaz.
-Acho que tenho uma vaga idéia. E mais uma coisa, eu dei um jeito no curativo dela. Deve ter sido a má cicatrização junto do cansaço que a deixou assim. Ela deve descansar até que melhore. – foi nessa hora que eles escutaram um barulho vindo do quarto onde a jovem estava. Ao que parecia ela estava tentando se levantar.
-Onde você pensa que vai nesse estado? – perguntou Keiji.
-Nós temos que continuar com a viagem, antes que... – mas ela escorregou e caiu nos braços de Keiji.
-Você não está em condições de continuar, além do que o Iron-san te deu um sedativo é por isso que você não consegue ficar
-IRON-SAN! IRON-SAN! – um menino chamava-o desesperadamente.
-O que foi?
-Eles estão de volta! – disse o menino.
-Quem está de volta? - perguntou Keiji.
-São bandidos eles vão e vem, contudo pra não nos machucarem eles saem pegando dinheiro durante todo o tempo em que ficam, arrumam briga e saem por aí matando quem se opõem a eles.
-Bem então deixe comigo. – disse Keiji. –Eu não demoro a voltar, não dê trabalho pro Iron-san. – disse o jovem sorrindo e indo embora em seguida.
-EI idiotas! – gritou Keiji aos homens que estavam espancando alguns cidadãos.
-Com quem você pensa que está falando?! – disse o maior deles.
-E você sabe com quem está falando?... – disse ele com um sorriso assustador nos lábios, foi quando tirou a katana e disse – GIBBET! – então sua espada brilhou, ficou maior e sua lâmina ficou escura.
-Essa é o DRAGÃO DA NOITE! – gritaram os companheiros dele.
-Agora apenas sumam! – gritou Keiji, e em um segundo ele já havia acabado com todos. E em quanto isso Iron conversava com Taira.
-Você e o Keiji-kun se dão muito bem não é?
-Hum...? Nós estamos viajando juntos há um bom tempo, acho que nos tornamos bons amigos.
-Entendo. Sabe eu nunca vi o Keiji-kun tomar conta de alguém como ele faz com você.
-Pode-se dizer que tomamos conta um do outro.
-Então é dessa garota que eu tenho que cuidar pra poder ficar com você, não é Keiji? – pensou Su, ao escutar a conversa de Iron com Taira.
-Mas, você realmente pensa isso do Keiji?
-HI?...
-Dá pra ver nos olhos das pessoas quando elas estão apaixonadas. – disse Iron sorrindo.
-HEHE... Eu não estou apaixonada pelo Keiji.
-Tem certeza? – perguntou Iron.
-Iron-san!
-Ta, mas realmente quer mentir pra mim? O homem que tomou conta da sua mãe?
-Claro que não. – disse a jovem sorrindo.
-Então você já sabia.
-Desde quando começamos a conversar. Eu vi a tatuagem na sua mão, você foi nos visitar quando eu era pequena. A tartaruga que representa a sabedoria.
-HEHE... Você cresceu bastante e se parece bastante com os seus pais.
-Acho que sim.
-Vamos lá, eu sou praticamente o seu avô, vai tentar esconder que está apaixonada pelo meu pupilo?
-Eu estou tentando, mas parece que não está funcionando.
-HEHE...
-Sabe, a mamãe sempre contou histórias sobre esse lugar, de como era bom e se parecia com a nossa casa a única coisa que ela sentia falta era o senhor. Eu só me lembrei por causa do nome lá fora e quando vi a sua tatuagem. Ela sempre dizia que o senhor era muito gentil, mas também muito rigoroso. – dizia ela sorrindo, enquanto se lembrava.
-Sabe quando você era pequena você me chamava de Jii-san, será que poderia me chamar novamente desse jeito.
-HI?
-É só um favor para um velho samurai.
-Acho que não vou ter problema com isso, já que ela sempre disse que você foi o pai dela. E também vai ser bom ter mais um membro na família, né Jii-san? – ela falou sorrindo e por um momento Iron pode ver a figura de Inoue, mãe de Taira, na jovem. –Jii-san?...
-Desculpe, eu me distraí.
-TADAIMA! – disse Keiji, alegre.
-KEIJI-KUN! – disse Su, o abraçando.
-O que foi? – perguntou ele.
-Como foi?
-Normal, não deu nem pra brincar.
-Keiji-kun você é incrível como sempre! – dizia ela sorrindo.
-Né, Jii-san...
-O que foi?...
-Onde eu posso tomar banho?
-É por aqui, é só me seguir.
-HI! – então eles passaram por Su que ainda estava agarrando Keiji.
-Espera aí, porque ela te chamou de “Jii-san”?! – perguntou Keiji, deixando Su e indo atrás dos dois.
Então Iron mostrou a Taira onde ficava a fonte termal que eles usavam e enquanto ela tomava banho explicou a Keiji a história toda, foi na hora em que escutaram os jovem da academia gritarem.
-O QUÊ FOI?! – perguntou Keiji que chegou correndo junto de Iron. Foi na hora
-TAIRA?! – disse ele muito envergonhado. Ela estava com a espada na mão pronta pra atacar, foi na hora
-HEHE... É pra você aprender a não me atrapalhar... – pensava Su, ao ver tudo de longe.
Mais tarde naquele dia, na hora do jantar, Taira preferiu ficar no quarto. Assim no dia seguinte, depois do café Iron levou um presente a jovem. Era uma armadura leve, e a roupa que a acompanhava também ajudava nos movimentos. Ela se trocou e saiu junto de Iron.
-Então essa é a garota de ontem? – comentavam os alunos que limpavam o pátio. –Como é bonita! –Ela está viajando com o Keiji. –Será que estão namorando? –Será?!
-Parece que você fez bastante sucesso. – brincou Iron.
-Será? – disse ela sorrindo.
-Mas porque você não quis ir jantar conosco ontem? – perguntou Iron.
-Por causa da Nightmare, ela estava muito agitada, então preferi ficar.
-Por Nightmare você diz a sua katana?
-É.
-Keiji-kun? – disse Iron.
-Hum...? – foi quando ele olhou para Taira e seu rosto ficou todo vermelho.
-Onde você estava?
-Bom eu...
-Ele não conseguiu dormir e passou a noite em algum lugar, certo? – disse Taira.
-Como você...
-Você não sabe se silencioso. Agora vem logo! – disse ela saindo na frente. –Está esperando o quê?! – disse ela nervosa.
Eles foram até perto da saída do vilarejo, onde Taira deu um grande murro em Keiji.
-ISSO DÓI!
-Era pra ver se você estava acordado! Até quando vai ficar me olhando com essa cara de idiota? Além do quê, ontem você também estava assim.
-É normal eu ficar assim depois de ter visto você... Quero dizer... – dizia ele... -. -
-Se você também acha que eu estou bem com isso vai vendo. Porque acha que fiquei no quarto ontem? Eu nem sei como foi que eles conseguiram entrar lá ontem, mas quando vi já tinha surrado todos eles, só você que não...
-Então esse soco foi...
-Por espionar! – disse ela, piscando e colocando a língua para fora.
-Realmente você é sem igual sabia.
-Agora anda e volta a ser você mesmo!
-Ta certo.
Eles passaram o dia juntos na vila, como fazem quando estão viajando normalmente. Mas naquela noite...
-Keiji-kun! – disse Su.
-O que faz aqui?
-Hum...? Eu vim saber se você quer sair comigo, sabe é que faz tanto tempo que eu não te vejo e pensei que pudéssemos conversar um pouco. – disse ela sorrindo.
-Bom eu não...
-Se quiser pode ir, eu prometo não arranjar confusão. Além tem alguém que com certeza vai ficar de olho em mim.
-Se você diz... – disse ele não muito feliz.
-Agora se me dão licença...
Depois que Taira se retirou, Su arrastou Keiji para um restaurante no vilarejo.
-E então onde você conheceu aquela garota? – perguntou Su.
-Foi em uma viagem, e nós ficamos amigos agora viajamos juntos.
-Você viajando com alguém? Impressionante, você não quis me levar com você quando pedi. – disse a jovem fazendo bico.
-Bem foi meio que por acaso. Você realmente quer falar sobre isso?...
-Eu não. Sabe eu fiquei surpresa de ver uma garota se samurai. Também isso é pra homem imagina matar alguém quando estiver em uma missão. AI! Ela é louca.
-Eu não vejo dessa forma. Pra mim ela tem muita coragem, além do que se você acha que samurais gostam de matar está muito enganada. Tirar a vida de alguém é um peso, mas muitas vezes é matar ou ser morto. Acho que garotas como você não entenderiam.
-Ah, entendo agora eu sou desentendida porque não penso como você?
-Não, mas você se nega a ver o óbvio. É só isso.
-Então é por isso que você não respondeu quando eu disse que te amo?
-Por que não falamos sobre isso enquanto voltamos pra academia?
-Ta... – ela concordou não muito satisfeita.
Enquanto isso, no dojô, Taira observava a lua perto da entrada principal. E ela cantava uma doce canção de ninar.
-A sua mãe cantava a mesma música pra você dormir. – disse Iron ao se aproximar.
-Eu me lembro da voz dela, quando cantava pra mim. Quando eu a canto me sinto mais leve.
De volta a Keiji e Su, eles conversavam enquanto voltavam a academia...
-Su, você é uma grande amiga minha eu fico feliz de que goste de mim, mas eu não estou tão ligado a você. Eu devia ter te falado isso antes, me perdoe.
-Eu não acredito nisso! – gritou ela, em seguida lhe deu um beijo, quando estavam na frente do portão da academia, onde Taira e Iron os viram, mas não sabiam o que estava acontecendo. A jovem apenas se levantou e foi pro quarto.
-Taira... – disse Iron, saindo dali antes que eles percebessem que foram assistidos.
-Su...! – disse ele irritado.
-Quer dizer que realmente você não sente nada por mim... – dizia ela fazendo ceninha de choro.
-Eu já disse que sinto muito.
-Mas isso não vai mudar nada. – disse ela depois indo pro quarto, e então dando um sorriso ao passar pelo quarto de Taira que havia uma fresta. – Isso é pra você ver que ele vai ser meu custe o que custar! – pensava ela ainda sorrindo.
Na manhã seguinte quando acordou, Taira não estava no quarto e também já tinha tomado café.
-Iron-san você sabe onde a Taira está?...
-Acho que no dojô. Os alunos estão em uma aula a céu aberto hoje e mais cedo ela perguntou se poderia ficar lá.
-Ela deve estar se esforçando de novo. – então ele terminou de tomar o café e foi até o dojô. Quando chegou Taira estava sentada em um dos cantos do dojô, parecia cansada. –Você não deveria se esforçar tanto.
-Eu não fiz esforço nenhum, apenas não dormi direito de novo.
-Por quê?...
-Tive pesadelo com a noite de 13 anos atrás, depois disso não dormi mais. Então eu saí pra dar uma volta e encontrei isso. – disse ela entregando uma pedra amarela nas mãos de Keiji.
-O que é isso?
-Uma das relíquias. Parece que também contém partes da minha memória. Quando eu encostei nela, lembrei de coisas que aconteceram naquele dia.
-E porque não me avisou antes?
-Não quis incomodar, além do que ter lembranças de todos é muito doloroso.
-Onde você a achou?
-Era isso que estava deixando a Nightmare impaciente, eu fui até onde ela disse e encontrei. Estava perto da fonte onde eu tomei banho. Agora só faltam mais seis. Mas eu ainda acho que seria bom se nós fossemos até o monastério, talvez nós encontremos mais alguma coisa sobre elas. Talvez até uma pista da próxima relíquia.
-Nós vamos amanhã, acho melhor evitar que você se esforce. O Iron-san pediu que esperássemos pelo menos uns dois dias.
-Ta certo.
-Taira, aconteceu mais alguma coisa, além disso?
-Não. – disse a jovem se levantando.
-Aonde você vai? – perguntou Keiji, mas não obteve resposta. Ela apenas saiu do dojô.
Um tempo depois Keiji foi procurar Iron pra conversar sobre o que tinha acontecido, e pra ver se ele sabia de algo.
-E então o senhor sabe o que possa estar deixando ela assim?
-Por que não pergunta isso a si mesmo? Acha que tem algo que você tenha feito que pode tê-la deixado assim? – foi quando ele se lembrou do incidente que houve ontem à noite, junto de Su.
Enquanto isso no bosque atrás da academia...
-O que você quer? – perguntou Taira, que estava sentada em uma árvore.
-Como você sabia que eu? – perguntou Su.
-Vai responder ou não?
-Ah, bom isso... É que eu acabei de fazer uma troca. – disse Su.
-Muito bom. E o que isso tem haver comigo?
-Muita coisa, senhorita sacerdotisa das relíquias. – disse a voz de uma garotinha, que depois apareceu, fazendo com que Taira descesse da árvore.
-Nossa você é realmente muito bonita. – disse depois um homem aparecendo atrás dela.
-Quem são vocês?! – perguntou a jovem já colocando a mão em sua katana.
-Eu me chamo Yuuzu! – disse a menininha, de longos cabelos cor de rosa e olhos azuis.
-E eu sou Taurios. - era praticamente um homem, muito forte pele corada e cabelo de um tom de carbono.
-E quanto ao nosso acordo? – perguntou Su.
-Nós sempre honramos os acordos com aqueles que são leais ao mestre. A sua academia agora é nossa, ninguém de lá vai ser machucado desde que não nos contrarie.
-E quanto ao Keiji? – continuou a jovem.
-Isso já não é assunto nosso. O mestre ainda tem coisas que quer resolver com esse garoto.
-Mas...
-É bom você se dar por satisfeita, não é sempre que o mestre aceita acordos desse tipo. – disse Taurios.
-Agora sacerdotisa seja boazinha e venha conosco e aproveite e nos dê essa primeira relíquia que você encontrou.
-Podem continuar sonhando! – disse Taira. –NIGHTMARE! – disse a jovem, então sua espada se dividiu em duas, conhecidas com as sword twins (espadas gêmeas).
-Deixe ela comigo. – disse Taurios.
-Não se esqueça, você não deve matá-la.
-Ta certo. Só vou brincar um pouquinho. – então ele deu um grande berro e deu um grande murro no chão que se partiu e fez um estrondo enorme.
-Né, garota, eu acho que se você não quer morrer é melhor dar o fora daqui. – disse Yuuzu a Su, que saiu correndo de volta para a academia.
Na academia todos ficaram preocupados com o barulho que escutaram.
-E então o que aconteceu? – perguntou Iron, a um de seus professores.
-Parece que tem alguém lutando no bosque. Acho que seja a senhorita Taira.
-O que ela foi fazer lá?! – Keiji perguntou a si mesmo, depois saiu correndo. No caminho pro local de onde veio o estrondo ele se deparou com Su.
-Keiji! – disse ela o abraçando, mas ele a empurrou.
-Você fede a sangue. – disse ele. –Cadê a Taira?
-Quê?
-Vamos Su não se faça de desentendida! – ele falou nervoso.
-Está mais a frente ela está lutando contra um tal de Taurios, mas eu só fiz isso pra proteger a todos! Se eu a entregasse eles prometeram que não fariam nenhum mal aos alunos da academia, como eles fizeram com muitos clãs de samurais.
-Quando voltarmos vamos ter uma longa conversa, isso se ela não decidir te matar. – disse Keiji, depois saiu correndo.
-Espera eles querem te matar! KEIJI!
Quando chegou, Taira estava lutando bem, mas estava suja e com alguns arranhões, enquanto o seu adversário ainda não havia sofrido nada.
-Você e a sua espada ainda não lutam muito bem juntas, não é? – disse Yuuzu. –Se vier conosco podemos te ensinar a usá-la.
-Nunca. – disse Taira desferindo outro golpe
-TAIRA! – gritou Keiji correndo até a jovem.
-O que você faz aqui? – perguntou a jovem, se apoiando em sua espada.
-Vim te ajudar, o que mais.
-Não vai ser preciso, eu acabo com eles e volto rapidinho. – disse Taira se levantando e emanando um grande poder.
-Que poder é esse?! – perguntou Yuuzu surpresa. –Taurios, vamos dar o fora daqui depressa!
-Nem vem agora que está ficando divertido.
-Deixe que eu te guio a partir de agora... – disse uma voz dentro da cabeça de Taira que concordou, e quando abriu os olhos verde-escuros estavam mais claros e brilhantes. Logo que desferiu o golpe em Taurios, ele tentou defender com uma parede de pedra que foi inútil o poder de Taira ultrapassou a parede fazendo assim Taurios cair no chão já sem vinda.
-TAURIOS! – gritou Yuuzu. –ISSO NÃO VAI SAIR BARATO PRA VOCÊS!
-Agora você vai voltar, em breve nos encontraremos frente a frente. – disse a voz dentro do subconsciente de Taira e sumiu. Quando por fim a jovem abriu os olhos ela já havia sido levada de volta a academia. –Keiji... – disse ela tentando se levantar.
-SHIII... Acalme-se, você se esforçou demais. – disse ele fazendo-a ficar deitada.
-O que aconteceu?
-Você matou o cara contra quem lutou ontem.
-Entendo... – então a jovem olhou para sua katana e sorriu.
-O que foi?...
-Não é nada. Mas e agora quando vamos partir?
-Quando você puder se mexer. Ao que parece você não tem nenhum machucado, até aquela sua ferida está bem cicatrizada. Nem eu, nem o Iron-san sabemos o porque.
-Mas ainda tem mais uma coisa...
-O quê?
-E a Su?...
-Bom isso. A Su tentou fugir, mas ao que parece a garota que estava com aquele tal de Taurios a encontrou no caminho e... Acho que você já sabe o final.
-Garota idiota... – reclamou Taira.
-O Iron-san não permitiu que ela fosse enterrada aqui. E também não foi ao funeral, estão todos de luto por aqui.
-Você também deveria estar.
-Depois do que ela fez...
-Se ela ainda estivesse viva, eu não iria matá-la, mas daria uma surra pra ela não se mexer por uns dois meses e ia deixar uma marca pra ela aprender. Só que uma das coisas que meus pais sempre diziam e que era passado a todo clã: “Ninguém é ruim quando nasce, são as decisões erradas que o corrompem.” Por isso, acredito que ela apenas tenha tomado um desvio errado, mas talvez no fundo não fosse uma pessoa má.
-Realmente você é igualzinha a sua mãe. – disse Iron entrando no quarto.
-Jii-san...
-Obrigado por tais palavras. Queria que a Su pudesse tê-las escutado. Mas aqui eu tenho algo para você. – disse ele entregando uma caixa para a jovem. Ao abrir haviam seis espaços vazios e um com a pedra que eles encontraram ontem.
-Jii-san, arigatou.
No dia seguinte eles preparam suas coisas e retomaram a viagem.
-Tome cuidado a partir de agora, a cada dia a jornada de vocês se torna mais perigosa.
-Pode deixar. Quando tudo acabar eu volto pra tomar mais chá e você contar mais sobre a minha mãe. – disse a jovem sorrindo.
-Será um prazer. – e depois de um breve “até logo”, Keiji e Taira seguiram para o seu próximo destino.